segunda-feira, 20 de outubro de 2014

CEGA DE AMOR....COIDELOCO 


Em 1959, o nova-iorquino Burt Pugach estava tendo um caso com Linda Riss. Quando ela descobriu que ele tinha esposa e filho, ela terminou tudo e não queria mais vê-lo. Enfurecido, ele contratou três homens para “assustá-la”, como afirmou Burt posteriormente, mas eles a atacaram com ácido no rosto, o que a cegou mais gravemente em um olho. Porém, o mais estranho é o que aconteceu depois.

No julgamento, ele alegou ter agido por amor, mas foi condenado a 15 anos de prisão. Ainda assim, os dois se corresponderam enquanto ele estava na cadeia e ela era totalmente dedicada a ele. Quando Burt foi libertado, ele se casou com Linda, em 1974. Ela morreu no ano passado. Os dois escreveram um livro e apareceram em um documentário intitulado “Crazy Love”.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

A história de amor mais bonita é a que existe 


 Ele chegou e antes mesmo de sentar, pediu um expresso duplo. Vinha todo dia, na mesma hora e sentava na mesma mesa do canto. Abriu o livro e ficou ali, só que em outro lugar. Ela entrou porque tinha errado o horário da sua reunião e precisava fazer hora. Sem perceber, sentou de frente pra ele e pediu um cappuccino com pouco chocolate. Ah, e um bolo de milho, por favor. Não demorou cinco minutos pra ele bater o olho nela, mas demorou o resto da vida pra querer tirar. Hoje em dia, sempre pedem o mesmo expresso duplo e o cappuccino com pouco chocolate. Ele jura que ela sentou na mesa da frente de propósito. Ela, comendo o bolo de milho, não consegue fazer nada além de concordar. É mais bonito do que admitir que o grande responsável pelo encontro dos dois foi uma reunião atrasada.

É mais bonito dizer que foi amor à primeira vista, que eles nasceram um para o outro e que ainda na maternidade isso foi marcado. Para ser ainda mais, ele jura que esse encontro vem de outras vidas, de outros cafés. É mais bonito ser um roteiro impecável de um filme estrelado por Zooey Deschanel do que uma bela coincidência da vida. Bonito é soltar frases de efeito pensadas na noite anterior no momento exato que apenas um espontâneo "eu te amo" seria mais do que suficiente, necessário. É mais bonito montar cenas, fazer promessas que não vão ser cumpridas, dizer que vai ser para sempre porque é grande demais e não pode ter fim.

É mais fácil ter um amor impossível ou inventado.
Mas o amor, meu caro, precisa ser real. Isso, sim, é mais bonito.


*Nó é uma série de textos criados como as melhores coisas dessa vida: a dois. Uma começa e a outra termina. E o meio é justamente aquilo que a gente não sabe dizer quem escreveu.

**A foto desse post é de uma série que a incrível e querida Flora Pimentel  fez com seus avós. Vale a pena conferir esse e outros trabalhos dela que é especialista em olhar pra vida de um jeito mais bonito.